Procurador da ALMT vira réu por assassinato brutal de morador de rua em Cuiabá

A denúncia aceita também pede indenização por danos morais e materiais à família da vítima. Uma imagem da mãe de Ney, abraçada ao corpo do filho após o crime, viralizou nas redes sociais e ampliou a comoção pública

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A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o procurador da Assembleia Legislativa, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha Silva, pelo assassinato de Ney Müller Alves Pereira, de 42 anos, morador em situação de rua. O crime ocorreu em 9 de abril, próximo à UFMT, em Cuiabá.

Luiz Eduardo responderá à ação penal por homicídio qualificado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, o crime foi motivado por vingança, após Ney supostamente danificar a Land Rover do procurador. Horas depois, Luiz Eduardo localizou e atirou no rosto da vítima, que morreu no local.

O caso chocou pela brutalidade e pelo perfil do acusado: servidor efetivo da ALMT desde 2015, com salário de R$ 44 mil e homenageado com o título de cidadão mato-grossense em 2023. Após o crime, o procurador se entregou à polícia e teve a prisão convertida em preventiva. Ele será transferido para a penitenciária de Rondonópolis.

A defesa nega execução e diz que o disparo foi acidental, alegando que Ney se aproximou do veículo de forma agressiva. No entanto, o MP sustenta que a vítima, em situação de vulnerabilidade e com transtornos mentais, foi morta de forma covarde e sem chance de defesa.

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A denúncia aceita também pede indenização por danos morais e materiais à família da vítima. Uma imagem da mãe de Ney, abraçada ao corpo do filho após o crime, viralizou nas redes sociais e ampliou a comoção pública.

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