FALSUS DEVIATIS

De luxo milionário à fraude: esquema com 17 CNPJs é revelado em operação contra eletrônicos ilegais

Polícia ainda apreendeu mais de R$ 100 mil dinheiro vivo, além de carros de luxo avaliados em R$ 8 milhões e cerca de R$ 1,5 milhão em mercadorias

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A operação ‘Falsus Deviatis’, deflagrada nesta terça-feira (29) em Cuiabá e Várzea Grande, revelou a estrutura milionária montada por um grupo investigado por comércio clandestino de eletrônicos. Nos desdobramentos da ação, Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Civil apreenderam veículos de luxo avaliados em até R$ 8 milhões, mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo, além de mercadorias como celulares de última geração e tablets, com valor de mercado estimado em R$ 1,5 milhão.

Segundo o delegado da Polícia Federal e superintendente da instituição em Mato Grosso, Fabrício Fernando Braga, o grupo utilizava 17 CNPJs diferentes, operando como uma grande rede de fachada para movimentar recursos ilegais e ocultar o patrimônio. Embora formalmente distintas, as empresas atuavam em conluio, com movimentação cruzada de mercadorias e dinheiro.

Foi identificado que havia uma movimentação conjunta entre os CNPJs, em que um respondia pelo outro, além da ocultação de patrimônio com uso de laranjas. A estrutura tinha como objetivo mascarar a origem criminosa dos bens”, explicou Fabrício Braga.

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Durante a operação, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em lojas de shoppings centers, residências de empresários e imóveis utilizados pelos “laranjas” que emprestavam seus nomes para o registro das empresas e aquisição de bens.

A investigação, que se iniciou após uma fiscalização da Receita Federal em 2023, apontou que grande parte dos produtos comercializados eram falsificados, inclusive com selos da Anatel adulterados para simular a legalidade dos eletrônicos, o que configura não apenas fraude tributária, mas também crime contra o consumidor.

“O consumidor ia ao shopping acreditando estar comprando um produto de qualidade, mas adquiria eletrônicos falsificados, muitos com selo da Anatel falsificado. Essa prática é uma fraude grave, pois prejudica o consumidor e gera concorrência desleal”, explicou o auditor fiscal da Receita Federal, Daniel Belmiro Fontes.

Os envolvidos responderão pelos crimes de descaminho, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Receita Federal ainda apura os tributos sonegados e o valor real do patrimônio dos investigados.

Segundo a Polícia Federal, as investigações continuam para apurar a totalidade do esquema e possível ampliação dos envolvidos.

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