Moradores e comerciantes relatam semanas sem coleta de lixo, ruas tomadas pela sujeira e constantes alagamentos, cenário que intensifica as críticas à gestão da prefeita Flávia Moretti.

Flavia no PodOlhar

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Várzea Grande atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. Às vésperas do Natal, a cidade, com mais de um século de existência, enfrenta um cenário de abandono que contrasta com o espírito de fim de ano. Ruas cobertas por mato, lixo acumulado e a ausência de serviços básicos evidenciam o descaso do poder público e transformam a data em uma das mais tristes já vividas pela população.

A crise na limpeza urbana é hoje um dos retratos mais claros da situação. Comerciantes e moradores relatam semanas sem a coleta de lixo, o que gera riscos à saúde pública, prejuízos ao comércio e indignação generalizada. Na avenida Alzira Santana, o verdureiro Francisco afirma que o caminhão de lixo não passa há cerca de duas semanas. “O lixo só vai acumulando, o cheiro é forte e ninguém aparece para resolver”, relata.

No bairro 23 de Setembro, o problema se arrasta por ainda mais tempo. Joel, proprietário de um açougue, afirma que a coleta não ocorre há quase três semanas. “É um absurdo, principalmente para quem trabalha com alimentos. A gente cumpre nossa parte, mas o poder público desaparece”, critica.

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Os transtornos não se limitam à coleta de lixo. Com a chegada das chuvas, ruas alagam, o trânsito entra em colapso e moradores acumulam prejuízos recorrentes, sem respostas ou ações concretas por parte da administração municipal. A falta de manutenção e de medidas preventivas reforça a percepção de desorganização e ausência de planejamento.

Neste Natal, o sentimento predominante em Várzea Grande é de frustração e revolta. Para muitos moradores, este já é considerado o Natal mais triste da história da cidade, reflexo direto de uma gestão vista como distante da realidade cotidiana. A administração da prefeita Flávia Moretti passa a ser associada a um período de abandono urbano, no qual problemas antigos se agravam e novas reclamações se acumulam — assim como o lixo espalhado pelas ruas.

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