Para evitar perdas e aumentar o valor da produção, a agricultora familiar e feirante Lenise Schulz, de Sinop, encontrou no processamento do quiabo uma nova oportunidade de negócio. O produto, que antes era comercializado principalmente in natura, passou a ser transformado em conserva em uma agroindústria familiar.
A iniciativa surgiu diante de um problema comum para quem trabalha com produtos agrícolas: quando a oferta aumenta, os preços caem e parte da produção pode acabar perdida. A transformação em conserva permitiu ampliar o prazo de comercialização e agregar valor ao que é produzido na propriedade.
Além do quiabo, Lenise também trabalha com a produção de conservas, doces e geleias. A aceitação do público foi percebida durante degustações e ajudou a impulsionar a comercialização dos produtos.
Hoje, a conserva de quiabo produzida em Sinop já chega a consumidores de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Cuiabá, além de outros estados, como Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.
Apoio para transformar produção em negócio
O processo de expansão também contou com o apoio do Sebrae/MT, que auxiliou a produtora em áreas como gestão, formação de preços, definição de margem de lucro e comercialização.
A orientação ajudou Lenise a olhar para a produção não apenas como uma atividade agrícola, mas também como um negócio com possibilidades de crescimento e acesso a novos mercados.
Para a coordenadora do Sebrae/MT, Leandra Franco, iniciativas como essa mostram como a agroindustrialização pode criar novas possibilidades para a agricultura familiar, ao transformar produtos do campo em itens com maior valor agregado.
A experiência de Lenise mostra que, com criatividade e planejamento, um produto sujeito à sazonalidade e à variação de preços pode ganhar novas formas de comercialização e chegar muito além da propriedade onde é produzido.




























