A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (03.12) a Operação Efatá para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico. As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) identificaram movimentações financeiras suspeitas que totalizam cerca de R$ 500 milhões, sendo que apenas um dos principais alvos é responsável pela circulação de R$ 295 Milhões.
A operação cumpriu 148 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá, incluindo 34 mandados de busca e apreensão, 40 medidas cautelares diversas da prisão, bloqueio de 59 contas bancárias (40 de pessoas físicas e 19 empresariais) e sequestro de imóveis e 15 veículos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 41,2 milhões em bens e valores relacionados ao esquema.
Segundo o delegado Wilson, responsável pela operação, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos. Os valores eram fracionados em pequenas quantias e transitavam entre contas de pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento. As investigações revelaram que integrantes da organização, incluindo familiares, movimentavam quantias expressivas sem documentação ou comprovação de origem lícita.
O Núcleo de Inteligência e o Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil reuniram as provas que evidenciam a ligação do grupo com uma facção criminosa atuante no Estado. Durante a investigação, vários suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
Crimes investigados e desdobramentos
Os investigados respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu dinheiro em espécie, veículos e efetuou prisões em flagrante.
Conforme o delegado André Rigonato, da Denarc, as medidas visam responsabilizar penalmente os envolvidos e descapitalizar a organização criminosa, reduzindo sua capacidade operacional. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido durante a operação.
Investigação iniciada em 2022
As investigações que resultaram na operação começaram em 2022, após uma prisão em flagrante relacionada ao tráfico de drogas. Em 2023, a DENARC interceptou um carregamento de entorpecentes que tinha como destino a cidade de Várzea Grande, o que permitiu ampliar o conhecimento sobre a estrutura do grupo.
Com o aprofundamento das apurações, os investigadores identificaram um complexo esquema de lavagem de dinheiro utilizando empresas fantasma e empresas familiares vinculadas aos suspeitos. Essas companhias eram usadas para movimentar recursos financeiros e simular
O nome “Efatá” significa “abra-te” em aramaico, em referência à revelação da rede criminosa que atuava sob disfarce de legalidade empresarial.


























