Educação antirracista ganha força nas escolas públicas com apoio da Seciteci

Palestras ministradas pela servidora Julianne Caju reforçam o compromisso com a equidade racial e a valorização da identidade negra em escolas de Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) reafirmou, mais uma vez, seu compromisso com as ações afirmativas e a formação cidadã ao apoiar iniciativas voltadas à promoção da educação antirracista em ambientes públicos de Mato Grosso. Prova disso são as ações conduzidas recentemente pela jornalista, professora e pesquisadora Julianne Caju, servidora efetiva da rede estadual desde 2004, que promoveu um ciclo de palestras na Escola Estadual Almira de Amorim Silva, em Cuiabá.

Com o tema “O poder das palavras: destruindo o racismo no cotidiano escolar”, Julianne dialogou com turmas do ensino médio e fundamental sobre identidade racial, autoestima, racismo recreativo e apagamento histórico dos saberes da população negra. Os encontros, que ocorreram em duas etapas nas últimas semanas, foram adaptados a cada faixa etária, com rodas de conversa, vídeos e dinâmicas sensíveis à realidade dos estudantes.

“O racismo é um problema de todos, e a solução também deve ser”, defende a educadora, cuja atuação transcende a sala de aula e se alinha à sua pesquisa de doutorado no Programa de Estudos de Cultura Contemporânea (UFMT), com foco na Educomunicação e Pretagogia como ferramentas de transformação social.

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Durante as palestras, Julianne apresentou livros escritos por autores negros e promoveu reflexões sobre narrativas silenciadas, como a história da África pré-colonial. Para as turmas mais jovens, o destaque foi o combate ao racismo cotidiano, muitas vezes disfarçado em piadas e apelidos.

A ação foi amplamente elogiada por professores e alunos. “Achei muito importante, porque todo mundo tem os seus direitos iguais”, disse o estudante Carlos Diperro, do 8º ano. Já a professora Vanda Bisi, da Sala de Recursos, destacou: “A frase ‘Nós não viemos de escravos, viemos de reis e rainhas’ foi impactante. Incentivou o autoconhecimento e o respeito à diversidade.”

Políticas afirmativas como prática de vida
Além de reservar 60% das vagas de seus cursos técnicos para ações afirmativas, a Seciteci reforça que o combate ao racismo também passa pela valorização dos servidores que atuam diretamente na formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Iniciativas como a de Julianne Caju representam uma política pública transformadora, que reconhece a escola como território estratégico para o enfrentamento das desigualdades raciais e o fortalecimento da autoestima de estudantes negros e negras.

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“Antes mesmo da defesa da tese, já estou devolvendo esse conhecimento para a comunidade escolar. E faço isso com base no que acredito como educadora: com diálogo, afeto e representatividade”, conclui a servidora.

(Com informações da Assessoria – Seciteci)

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