Coronel Assis mantém oposição a aumento de vagas na Câmara: “É um desrespeito com o povo brasileiro”

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O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) reafirmou seu posicionamento contrário ao Projeto de Lei Complementar (PLC) que pretende ampliar o número de cadeiras na Câmara dos Deputados, passando dos atuais 513 para 531 parlamentares. O texto, vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho, deverá ser submetido à análise do Congresso Nacional ainda neste mês.

Para Assis, o momento econômico do país exige contenção de gastos — e não o aumento de despesas com estrutura legislativa. O deputado, que é vice-líder da oposição na Câmara, considera a proposta um “afronte” ao contribuinte.

“Desde o início, fui contra esse projeto. Votei contra e continuarei coerente. Manter o veto é estar ao lado do cidadão que paga a conta da máquina pública. Aumentar o número de deputados é uma irresponsabilidade diante do desequilíbrio fiscal que estamos enfrentando”, declarou.

A resistência de Coronel Assis, no entanto, não é unanimidade dentro da bancada federal de Mato Grosso. Nos bastidores, há pressão para que os parlamentares revejam suas posições. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem articulado pessoalmente a votação, e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) lidera os esforços para ampliar o apoio à derrubada do veto.

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Inclusive, a coordenadora da bancada mato-grossense, deputada Coronel Fernanda (PL), tenta costurar um acordo entre os 8 deputados federais e 3 senadores do estado, com o argumento de que o aumento de vagas poderia beneficiar diretamente Mato Grosso, que passaria de 8 para 10 representantes na Câmara. Segundo projeções, isso garantiria até R$ 1 bilhão a mais por ano em emendas parlamentares — tanto individuais quanto de bancada.

Apesar dos argumentos pró-expansão, Coronel Assis não se mostra convencido. Para ele, o crescimento no número de cadeiras pode até representar mais recursos, mas não justifica o aumento de gastos com estrutura, gabinete, pessoal e fundo partidário.

“Defender mais cadeiras para conseguir mais verba é pensar pequeno. A verdadeira responsabilidade com o Estado é lutar por uma gestão eficiente dos recursos que já temos. Não é ampliando a máquina que vamos resolver os problemas de Mato Grosso ou do Brasil”, criticou.

O projeto ainda não tem data definida para ser votado, mas a expectativa da Mesa Diretora é de que ele entre em pauta até o fim de setembro.

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