EXCESSO NAS PALAVRAS

Após fala polêmica, prefeito de Cuiabá pede desculpas à UFMT, mas mantém críticas à militância

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou atrás e pediu desculpas após chamar a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de “bosta” durante uma entrevista recente. Em vídeo divulgado neste domingo (24), ele reconheceu o excesso nas palavras e lamentou ter ofendido a instituição, que possui mais de 50 anos de história. No entanto, manteve críticas ao que considera ser uma atuação política intensa dentro da universidade.

Segundo o gestor, sua frustração não é com a qualidade do ensino ou com a UFMT como instituição, mas sim com o que chamou de “militância política” presente nos campi. Ele afirmou que a declaração foi fruto de um momento de forte insatisfação, mas admitiu que se expressou de forma inadequada.

“Não deveria ter usado aquele termo. Não é certo atacar uma instituição como a UFMT. Eu estava indignado, mas a forma como falei não condiz com o respeito que tenho pela universidade”, disse o prefeito.

O prefeito ainda citou o assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido no final de julho dentro da universidade, como exemplo do que considera descaso por parte da comunidade acadêmica com temas de segurança. Ele criticou a ausência de manifestações públicas por parte de grupos universitários após o crime.

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“Uma mulher foi morta dentro do campus e eu não vi mobilização pedindo mais segurança. Há furtos, assaltos, uso de drogas… mas o foco de parte da universidade parece ser apenas político”, afirmou.

A declaração original, que aconteceu há cerca de seis dias, gerou forte repercussão negativa entre representantes acadêmicos, políticos e estudantes. A fala do prefeito foi amplamente repudiada por setores da sociedade.

Em sua tentativa de reconciliação, Abilio lembrou que, enquanto deputado federal, destinou recursos à UFMT e a outras instituições de ensino do estado, como o IFMT. Ele afirmou que parte significativa de suas emendas parlamentares foi direcionada à melhoria da infraestrutura universitária.

“Se não valorizasse a educação, não teria enviado emendas à UFMT. Fiz isso por dois anos consecutivos. Quero que esse dinheiro ajude a melhorar as condições da universidade”, pontuou.

Ao encerrar o vídeo, o gestor reforçou que sua crítica é direcionada a comportamentos dentro da universidade, não à instituição em si. Pediu desculpas a quem se sentiu ofendido e reafirmou seu respeito pela importância da UFMT para Mato Grosso e para o país.

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“A universidade tem papel fundamental na nossa sociedade. Só acredito que ela já foi melhor. Meu objetivo era criticar certas condutas, mas errei na forma. Peço desculpas”, concluiu.

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