O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) saiu em defesa de seu candidato a vice, o empresário Reinaldo Morais (Novo), conhecido como “Rei do Porco”, diante das acusações de danos ambientais envolvendo a empresa Suinobrás Alimentos. O Ministério Público aponta possíveis irregularidades que resultaram em um pedido de reparação de R$ 2,6 bilhões, mas Wellington afirmou acreditar na inocência do empresário.
A declaração foi dada após sabatina na Aprosoja, nesta quinta-feira (20). Segundo Wellington, caberá às instituições responsáveis pela investigação e à Justiça definir se há ou não responsabilidade pelos fatos apontados.
“Quem define toda a inocência de cada cidadão é quem acusa e a Justiça julga. Eu acredito na inocência dele”, afirmou.
A ação ambiental envolve a atuação da Suinobrás em uma granja localizada na região da Área de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Paraguai, em Alto Paraguai. Conforme os elementos apresentados no processo, teria ocorrido vazamento de efluentes de uma das lagoas do sistema de tratamento durante mais de mil dias, entre março de 2016 e março de 2019, com possível contaminação do solo e de recursos hídricos.
Wellington, no entanto, destacou a trajetória de Reinaldo no setor de produção de proteína animal e afirmou considerar improvável que um empresário com atuação consolidada na área tivesse cometido deliberadamente um crime ambiental.
“O Reinaldo é um grande produtor de proteína animal e é uma das referências no Brasil em suínos. Também é o maior produtor da América Latina em spirulina, que é um produto feito de algas, que tem que ter um cuidado ambiental muito forte, feito junto da suinocultura”, declarou.
Na sequência, o candidato reforçou sua defesa do companheiro de chapa. “Imagina quem tem uma responsabilidade tão grande de produzir dessa forma, faria algum crime ambiental? Eu acredito que não”, disse Wellington.
Além da ação ambiental, a Suinobrás também responde a outro processo judicial envolvendo uma cobrança milionária por suposto descumprimento de acordo comercial. As acusações, contudo, ainda estão sob análise das instâncias competentes, sem decisão definitiva sobre eventual responsabilidade do empresário.






















