EX-DEPUTADO ALAGOANO

Flavio Bolsonaro escolhe Alfredo Gaspar para vice e confirma chapa “puro-sangue” pelo PL

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O senador Flavio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, anunciou nesta quarta-feira (5) o nome de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. A confirmação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na sede nacional do PL, em Brasília.

Com a escolha, o partido encerra uma das principais indefinições da candidatura e confirma uma composição formada apenas por integrantes da própria legenda, chamada de chapa “puro-sangue”.

Em seu primeiro discurso como candidato a vice, Alfredo Gaspar destacou sua origem nordestina e afirmou que pretende atuar ao lado de Flavio Bolsonaro em pautas defendidas pelo grupo político.

“O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras [Tereza Critina e Daniella Marques], mas quis o destino um soldado do Nordeste. Terei lealdade e gratidão. Terei a coragem de enfrentarmos juntos a corrupção, o crime organizado, essa economia em frangalhos”, afirmou.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a escolha de Gaspar já vinha sendo discutida há meses pelo senador e pelo coordenador da campanha, Rogério Marinho.

“Não sei como não vazou isso aí. Não tem um vice melhor para nós do que o Alfredo Gaspar”, declarou.

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A definição ocorreu após semanas de negociações em busca de uma composição com outras legendas. Desde a oficialização da candidatura de Flavio Bolsonaro, em 25 de julho, o PL tentou atrair partidos de centro para ampliar a aliança nacional e o tempo de propaganda eleitoral.

Entre os partidos procurados estavam Republicanos, Podemos e a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. As conversas, porém, não resultaram em apoio formal à candidatura presidencial.

Com isso, o PL optou por uma chapa composta exclusivamente por filiados da sigla. União Brasil e PP liberaram seus diretórios estaduais para alianças conforme os interesses locais; Republicanos e Podemos decidiram manter neutralidade na disputa nacional; e MDB e a federação PSDB/Cidadania também seguiram sem apoio formal no primeiro turno.

Disputa pela vaga

Durante o processo de escolha do vice, Flavio chegou a avaliar nomes de outros partidos. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, era uma das favoritas para ocupar a vaga, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também foi convidada, mas a possibilidade não avançou.

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Com o cenário de uma chapa sem alianças nacionais ganhando força, o PL passou a analisar nomes internos. Além de Rogério Marinho, foram considerados os nomes das deputadas federais Bia Kicis (PL-DF), Julia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE).

A demora chegou a levar dirigentes do partido a discutir a possibilidade de deixar a vaga de vice aberta até o prazo final de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Estratégia bolsonarista

Nos últimos meses, Flavio Bolsonaro intensificou a aproximação com a base mais identificada com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador ampliou a presença nas redes sociais, retomou críticas a adversários e reforçou discursos associados ao bolsonarismo.

Entre as estratégias adotadas está a realização de transmissões ao vivo semanais, formato utilizado por Jair Bolsonaro durante seu mandato presidencial. Flavio também voltou a abordar temas como críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e questionamentos sobre o sistema eleitoral.

Segundo integrantes da campanha, a mudança de postura ocorreu após a avaliação de que uma imagem mais moderada durante parte da pré-campanha não trouxe os resultados esperados nem facilitou acordos com partidos do chamado Centrão.

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