Equipes esportivas de Várzea Grande, tanto amadoras quanto profissionais, estão enfrentando um novo obstáculo, a cobrança para utilizar o Estádio Municipal Dito Souza. Segundo denúncias, times amadores estariam pagando R$ 400 por uso, enquanto clubes profissionais desembolsam até R$ 2 mil para acessar o local, um espaço que, até então, era símbolo de incentivo ao esporte comunitário.
A situação chamou atenção da opinião pública e chegou ao conhecimento da prefeita Flávia Moretti (PL), que afirmou não estar ciente da prática. Em entrevista, ela disse que a administração municipal é descentralizada e que a responsabilidade pela gestão do estádio está nas mãos do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) e do secretário de Esporte, Igor da Cunha.
“Quem cuida da pasta é o Tião e o Igor. São eles que devem prestar esclarecimentos sobre as contas e os bens da secretaria”, declarou a prefeita.
Ela ainda lembrou que, em gestões passadas, o estádio foi concedido parcialmente ao Operário Várzea-grandense, clube tradicional da cidade. Essa parceria, segundo ela, visava garantir a manutenção do local e ampliar o acesso dos times ao campo. “Se isso está acontecendo, tem que verificar o porquê. O Dito Souza tinha uma concessão para o Operário e foi dessa forma que conseguimos abrir o espaço para os times”, disse.
A própria Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer confirmou a existência da cobrança, mas não apresentou documentos que comprovem o destino do dinheiro arrecadado, nem os critérios utilizados para definir os valores.
A cobrança, além de gerar desconfiança, pode prejudicar projetos sociais e iniciativas voltadas à formação de jovens atletas, que há anos utilizam o estádio como principal espaço de prática esportiva. Para muitos, a medida contraria o discurso da gestão sobre incentivo ao esporte e acesso democrático aos espaços públicos. Até o momento, a Prefeitura não informou se haverá revisão das taxas nem se o contrato com o Operário será reavaliado.






















