De Alcione a Ivete: hits brasileiros embalam apresentações de ginastas gringas no Mundial do Rio

Ao som de músicas populares brasileiras, atletas estrangeiras fazem o público vibrar na Arena Carioca

Luana Gomes brilha na fita ao som de Daniela Mercury, no Mundial do Rio — Foto: Gaspar Nóbrega/CBG
Luana Gomes brilha na fita ao som de Daniela Mercury, no Mundial do Rio — Foto: Gaspar Nóbrega/CBG

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Enfrentar a fervorosa torcida brasileira não tem sido tarefa fácil para as ginastas estrangeiras no Mundial de Ginástica Rítmica do Rio de Janeiro. As visitantes, no entanto, estão dando um jeitinho de contornar essa situação e estão até conquistando o coração do público da Arena Carioca 1. Ao som de cantoras como Ivete Sangalo, Alcione e Daniela Mercury, atletas de outros países surpreenderam nos primeiros dias de competição e fizeram as arquibancadas vibrarem com a mistura cultural.

O Brasil disputa a final do individual nesta sexta (22), a partir de 14h30 (de Brasília).

Finalista pelo individual geral, em 8º lugar, e também pela fita, em 7º, a italiana Tara Dragas é uma das ginastas que decidiram adicionar um “tempero brasileiro” a suas apresentações. Acompanhada pela música “Cria da Ivete”, de Ivete Sangalo, a atleta de 18 anos conquistou a medalha de bronze na etapa de Baku da Copa do Mundo, em abril, e logo depois, subiu ao lugar mais alto do pódio na etapa de Milão, em julho, com sua apresentação na fita.

A mãe e treinadora da italiana, Spela Dragas, foi quem ajudou a filha na escolha do hit brasileiro, seguindo indicações de alguns amigos.

– Eu e minha mãe temos muitos amigos brasileiros, e eu sabia que este ano o Campeonato Mundial seria no Brasil. Então, com a esperança de participar, pedimos alguns conselhos e algumas músicas que pudessem fazer o público se divertir comigo durante minha apresentação. Eles nos deram algumas ideias diferentes e essa foi a melhor opção. Eu a amo absolutamente! É o meu tipo de música – contou Tara.

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A Federação Internacional de Ginástica (FIG) postou o vídeo da apresentação de Dragas em Milão, ao som de Ivete, que viralizou. Cheia de carisma, Tara repetiu a série no Mundial do Rio e encantou os brasileiros, que chegaram a levar cartazes com os dizeres “Tara Sangalo”, em uma brincadeira com a ginasta e a cantora.

Um pouco mais ousada que Tara, a ginasta russa, Vera Tugolukova, arriscou um quase “hino” nacional para se apresentar pelas maças. Naturalizada cipriota, a atleta competiu pelo país ao som de “Não deixe o samba morrer” e levantou a torcida na Arena Carioca 1, com a mesma apresentação que lhe rendeu o bronze na Copa do Mundo de Milão.

Nascida e criada na Bolívia, Mayte Guzman contou que ouviu a música “Romaria” no rádio, durante um treino, ao lado de sua treinadora, Anita. Juntas, decidiram usá-la na série de bola, já que o próximo campeonato mundial seria no Rio. A ginasta veio treinar no Brasil aos 14 anos, em 2021, e acabou voltando para morar de vez em Pato Branco, no Paraná, no ano seguinte.

Religiosa, Mayte, que deseja se naturalizar brasileira para competir no país, se apaixonou pela composição de Renato Teixeira, e resolveu usar a versão mais moderninha da música, com Seu Jorge e Daniel nos vocais.

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– No momento em que a Anita colocou a música para mim, já consegui interpretar muito bem. Eu tinha até trocado, mas, sem querer, essa música tocou em um treino meu, e continuei a série normalmente. Ali, vimos que era a canção certa mesmo – contou.

Compartilhando o mesmo idioma que as brasileiras, a escolha de uma música em português foi bem natural para a angolana Luana Gomes. Fã de Daniela Mercury, a ginasta disse que chegou a pensar em “Morena de Angola”, de Clara Nunes, para apresentação da fita, mas acabou optando por “Vide Gal”, de Daniela Mercury.

Luana foi campeã africana pelo individual geral, em maio. No mesmo campeonato, conquistou a prata com a coreografia criada para a música brasileira, na fita.

Donas da casa, Babi Domingos e Geovanna Santos voltam ao tablado nesta sexta-feira, a partir das 14h30, também com suas brasilidades, com direito “Garota de Ipanema” e “Aquele Abraço”, em busca da medalha inédita na competição do individual geral.

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