Após retirada de R$ 3,8 milhões da vice-prefeitura, Abilio volta atrás e devolve autonomia à vice

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Após retirar cerca de R$ 3,8 milhões da dotação orçamentária da Vice-Prefeitura da Lei Orçamentária Anual (LOA), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), assinou um decreto que devolve autonomia financeira e administrativa à vice-prefeita Coronel Vânia Rosa (Novo). O ato, publicizado pela própria prefeitura como algo inédito e revolucionário, permite que a vice ordene despesas e nomeie ou exonere cargos comissionados do próprio gabinete – entretanto, o orçamento permanece zerado, as novas ações serão realizadas de forma solidária por meio da Secretaria de Governo.

 

A decisão de Abílio, ocorre depois de uma sequência de embates públicos e administrativos que expuseram uma ruptura interna no Executivo municipal. A retirada integral do orçamento da Vice-Prefeitura esvaziou a estrutura do cargo e impediu a execução direta de despesas básicas, subordinando a vice-prefeita ao gabinete do prefeito até para o funcionamento mínimo da sua atuação junto ao Alencastro.

 

O corte de recursos foi o ponto mais crítico de uma relação que já vinha sendo tensionada. Ao tornar pública a exclusão da dotação da LOA, Vânia Rosa afirmou que a medida inviabilizava o exercício das atribuições do cargo e representava um esvaziamento institucional da Vice-Prefeitura. A denúncia levou o conflito para fora do ambiente interno da gestão e colocou a condução administrativa do prefeito sob questionamento.
Abilio Brunini reagiu negando retaliação política e alegando que a retirada da dotação fazia parte de uma reorganização administrativa. Em declarações públicas, o prefeito chegou a afirmar que a vice-prefeita teria sido “seduzida por adversários políticos”, ampliando o desgaste e deslocando o debate do campo técnico para o político. A fala aprofundou o conflito e intensificou a percepção de isolamento da vice dentro da própria gestão.

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A crise orçamentária não foi um episódio isolado. Antes disso, a relação entre prefeito e vice já havia sido marcada pela exoneração de Vânia Rosa do comando da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), após divergências internas e embates com vereadores. O episódio culminou em uma vistoria surpresa do prefeito na secretaria, amplamente divulgada, que simbolizou o rompimento administrativo entre os dois.

 

Desde então, a vice-prefeita passou a relatar restrição de atribuições, ausência de espaço decisório e isolamento político. As denúncias ganharam repercussão e provocaram manifestações públicas de apoio a Vânia Rosa. A delegada da Polícia Civil, Mariel Antonini, criticou o esvaziamento institucional da Vice-Prefeitura e se posicionou em defesa da autonomia do cargo, destacando a gravidade de se retirar estrutura administrativa de uma vice-prefeita eleita.

No Legislativo municipal, a vereadora Maria Avalone também se manifestou contra a retirada do orçamento da Vice-Prefeitura, classificando a medida como um retrocesso institucional e defendendo que o cargo de vice-prefeito deve ter orçamento próprio, estrutura e condições reais de atuação. A vereadora afirmou que o corte extrapolou divergências políticas e atingiu a própria organização administrativa do município.

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